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Me dá seu dedo que eu aponto o culpado

Aug. 28th, 2009 | 01:10 am

É muito fácil culpar de olhos fechados. Eu vivo fazendo isso, talvez seja meu vício mais feio. É tão difícil abrir os olhos ANTES de distribuir marteladas de racionalidade pra todos os lados. Eu preciso melhorar um bocado nesse ponto e aprender que sinceridade cega e politicagem são igualmente mentirosas.

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E agora, todo mundo é jornalista?

Jun. 18th, 2009 | 12:58 am

Acho engraçado esse lance de diploma. É um mercado tão fértil que se eu quiser me formar em qualquer coisa tudo que eu preciso é tempo e dinheiro. E isso vale pra qualquer pessoa que tenho concluído o ensino médio em qualquer lugar. Nossa sociedade é tão bizarra que ao passo que briga por uma educação fundamental de qualidade pra todo mundo aceita uma educação superior porca de todo mundo.

Um dia educação acadêmica formal foi levada a sério, você só era alguém MESMO se tivesse um diploma de peso, de uma faculdade reconhecida. Aí essas faculdades começaram a aumentar, em número e em tamanho. E a cada semestre mais e mais profissionais diplomados eram soltos no mercado. Já que existiam profissionais formados em abundância o mercado poderia tornar o diploma um pré-requisito e não mais um diferencial. A partir daí, como o mercado se propunha a absorver cada vez mais profissionais formados e a pagar cada vez menos para quem não fosse, a demanda por uma formação aumentou e esse ciclo é provado por frases como "me formei na UniCaralhoA4 no curso de Técnologo de Operação de Teclado de 104 Teclas".

É engraçado como as faculdades temem a "mão invisível" do mec. Temem que seus cursos mudem de nome, que não consigam deixar de ser "garagem do seu ernesto" e virem "faculdade" e depois "centro universitário". Não sei pra que tanto medo, se a fiscalização fosse efetiva não sobrariam nem algumas federais!

Quando eu me inscrevi pro vestibular, meu curso chamava "ciência da computação". Ou seja, o curso deveria ter me formado em um cientista, alguém pronto pra desenvolver uma pesquisa de campo. Alguém com toda o conhecimento instrumental necessário pra trilhar um caminho de inovações. No entanto com o passar dos semestres as disciplinas foram sendo facilitadas, as mais "casca grossa", eram removidas do currículo. Tudo pra que o caminho entre o portão de entrada e o diploma fosse o mais reto e mais fácil possível, uma forma de aumentar a demanda da nossa sociedade preguiçosa. Quando eu saí o curso já podia se chamar "Passei pela computação" e hoje provavelmente "Diversão com computadores". E sabe o que é pior? A tendência disso, principalmente para os cursos de cunho mais técnico é piorar.

Hoje você tem os tecnólogos! Grandes acadêmicos! Pagaram, sofreram 2 anos, saíram com um diploma que vale meio bacharelado, meia licenciatura e uma ignorância completa sobre qualquer um dos assuntos abordados no "crash course" que fizeram. Temos também as pós-graduações para concurso! Isso é maravilhoso! Você faz um cursinho preparatório pra uma prova e ganha um certificado de especialista de BRINDE! Quem autorizou a criação disso devia ser morto! E ter que pagar a bala!

Tem gente que é contra esse lance dos jornalistas não precisarem mais de diploma, mas quanto vale um diploma de jornalismo que foi assinado pelo "reitor" de uma "faculdade" tal qual uma folha de cheque? Quando vale um diploma de ciência da computação de um aluno que sai da faculdade sabendo desenhar bonequinhos (no papel mesmo, nem na tela o infeliz aprende mais), mas não sabe ao menos o porque de estar fazendo aquilo? Quanto vale um diploma de um advogado que sai da faculdade pro serviço público sem escala?

Quanto vale o SEU diploma, seja lá do que for?  Você se tornou um bom profissional no processo de adquirir ele ou teve que fazer isso sozinho e hoje ele só presta pra você se vender mais caro? Lembrando que um diploma não define a qualidade de um profissional. Jamais! No máximo defineque tipo de idiotas nós somos. Aceitamos pacientemente enquanto cedemos divisas a instituições de ensino, que apesar de estarem registradas como entidades sem fins lucrativos visam única e exclusivamente o LUCRO, fazem magia contábil pra esconder o enriquecimento dos donos e que em toda cerimônia de colação de grau enxem o peito pra dizer que de lá saíram pessoas "prontas para o mercado de trabalho".

Eu não sou jornalista, mas também não sou idiota. Vamos reclamar do problema certo! Passar bem!


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Você já quis estar errado?

Jun. 15th, 2009 | 03:11 am
mood: worried worried

Mais de uma vez nessa vida me vi torcendo para estar errado, para que a soma das variáveis que se apresentava a minha frente não fosse aquela, para que o resultado final pudesse ser diferente do que a humanidade criou como padrão para si mesma. Em quase todas elas eu me vi certo de uma forma ou de outra, e mais uma vez tomado por uma ressaca moral absurda.

É chato chegar a uma conclusão precipitada e estar certo, afinal, temos que toda conclusão precipitada é errada por definição. Devia ser aquele processo lindo de se surpreender com as nuances da vida o tempo todo. Isso é tão raro pra mim que a última vez que a vida me surpreendeu eu me vi em um show do cover do Jessé. Quem esteve lá viu o quanto eu me animei com a situação, o motivo é bem óbvio, eu não esperava aquilo e foi divertido.

Eu já espero não ser o epicentro sexual de uma mesa de bar. Ser gordo tem dessas. Você aprende a não se importar, mas não aprende a aceitar nunca. É foda aceitar uma limitação, principalmente quando ela leva a conseqüências desagradáveis. É como olhar ao seu redor e descobrir que o alcance dos seus braços não é tão longo quanto as propagandas da nike dizem.

É previsível, você entende, mas é foda aceitar que talvez uma atitude ou outra que você torcia pra que fosse diferente seja igual ao padrão justamente porque o seu cérebro não leva o tamanho da sua circunferência abdominal em consideração.

Anyway, é a pala da semana. Na próxima quem sabe eu não fico encucado de calçar 44 ou de gostar de ruivas. Vai saber... 

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To eat or not to eat - and the side-effects

May. 18th, 2009 | 05:59 am

Eu não como mato, isso é notório. É uma opção burra, talvez uma limitação e com certeza um defeito que eu mudaria se pudesse. Isso no entanto não me dá o direito de criticar quem o faz (tá, eu sei, eu brinco dizendo que capim é pra cavalo, mas é apenas isso: UMA BRINCADEIRA). Eu não criei a religião dos não-comedores-de-alface. Muito menos boto fogo em repolhos no supermercado. Afinal de contas eu sei que não me alimentar daquilo, apesar de nutricionalmente equivocado, é uma escolha. Assim como a escolha dos vegetarianos, que apesar de terem os mesmos problemas que eu criam todo um sentimento religioso em torno disso. Toda uma fúria anti-isso e anti-aquilo. Criam comunidades, sites, se reúnem, excluem todo humano onívoro normal que bota um bife na boca sem se preocupar com a coitada da vaquinha.

Vivemos numa sociedade em que ser escroto é bonito. Então faria até sentido se eu criasse toda uma sociedade de apoio à matança. Tatuar uma picanha no peito e sair por aí com um pedaço de carne cru na boca. Bom, é isso que nossos amiguinhos com pouca proteína no cérebro fazem. Uma busca simples no orkut vai mostrar dezenas de comunidades de apoio, uma pesquisa no google mostra centenas de blogs e foruns sobre o assunto. E pra que tanta propaganda disso?

Na minha singela opinião é basicamente o sentimento da segurança do grupinho subversivo que essa galera procura. Uma segurança que tem uma base tão sólida quanto uma folha de papel higiênico.

Um movimento que tem uma base rebelde fez girar toda uma indústria de produtos sem nada de origem animal dentro. Indústria cujos donos sem nenhuma vergonha comem seu peso em carne todo mês. Eu me pego pensando, não é meio hipócrita facilitar que outras pessoas se alimentem de carne em cima do seu protesto CONTRA a produção da mesma?

Eu tenho uma teoria interessante, entre num restaurante natureba desses, onde não servem carne. Procure alguém sorrindo lá dentro. Achou? Talvez o dono. Agora entre numa churrascaria, e procure alguém triste!

Se você achar pode tirar uma foto e me mandar que eu como um chocolate de soja em sua homenagem, come-folha.

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O grande vírus

Mar. 9th, 2009 | 04:20 am

Somos apenas o reflexo do que gostamos. Olhe ao seu redor, veja o que você criou pra você. Isso te satifaz? Você luta contra isso? Você enxe a boca pra dizer que tem orgulho da sua vida? 

Transbordam razões pra dizer que esse mundo é uma merda. Muito pouco sobra pra defender. E você defensor, o hipócrita armado de frases feitas, adora se abraçar nisso não é? Você ama o que você tem ou a fé em que tudo vai melhorar (mesmo depois de morto)?

O que fazer quando te questionarem? Levantar uma bandeira ou negar tudo? Humano imbecil, sempre pelo caminho mais fácil. Junte-se as massas ou viva à margem delas. Tente fazer os dois e sinta um pouco do que é viver! A razão do seu lado não é mais suficiente né? Você precisa de um número pra ter certeza da sua moral! Fraco, fraco, fraco! Qual foi a última vez que depois de 30 minutos argumentando você apertou a mão do oponente e disse: "você está certo" e aprendeu alguma coisa nessa vida? Qual foi seu último sucesso comemorado. Qual foi seu último orgulho? Seu último fracasso? Qual diabos é seu objetivo no fim? Qual foi a última vez que você se enxeu de certeza e queimou a própria língua? Qual foi a última vez que você se sentiu vivo?

Ar nos seus pulmões só quer dizer que seus órgãos ainda podem ser doados. E se você só serve pra isso. É melhor colocar seus pedacinhos na fila de doação e dar um tiro na cabeça. Viver é muito mais do que caminhar entre os vivos. É ter a certeza que a felicidade é feita dos prazeres que se vive antes de beijar a lona.




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Eu dançava com a vida, e era bom nisso!

Jan. 15th, 2009 | 12:02 am

 Já foi o tempo em que este pé-de-valsa deslizava suavemente por entre os olhares mais questionadores do salão. Com ela nas mãos, gloriosa, nunca viu tanta energia. Era uma época incrível! Ela dançava muito melhor naquele tempo. A batida quebrada que eu gostava e o ritmo inconstante digno de um épico de rock progressivo.  Sempre descompassando na hora certa, me deixando sem fôlego no processo. Tropeçávamos juntos, geralmente em gente que teimava em dançar tango ao som do rock.

Eu não gosto desse sentimento de eterna nostalgia que nos condenamos diariamente. “os tempos bons se foram” definitivamente não é minha frase predileta, mas eu tenho que admitir, naquela época eu não enxergava tanto medo nela. Mesmo nas manobras mais esdrúxulas nós nos entregávamos completamente. A adrenalina de atirá-la pra cima compensava as vezes que não consegui segurá-la na volta.

Não sei dizer se por culpa de nossas extravagâncias ou pelo avanço dos verões as pessoas no salão começaram a se afastar. A se juntar de costas viradas para nós, cada vez menos receptivas ao casal que dançava diferente. Pouco a pouco o ritmo foi ficando mais lento, cadenciado, repetitivo e chato. Até que parou! Um salão antes cheio de vida e sem medo, se via infestado de zumbis se arrastando em círculos com medo de se encostar.

Ela não conseguia acreditar nisso e me indagava constantemente “por que dançam com medo?” sem que eu conseguisse responder satisfatoriamente. Passou um tempo e ela desistiu de dançar.

Todas as noites desde então eu apareço com uma rosa nos lábios tentando convencê-la a voltar a dançar. Ela chora comovida e me diz que quando eu quiser basta uma garrafa de alegria em uma mão e um punhado de inconseqüência na outra que ela dançará comigo até o sol raiar e a ressaca chegar.

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A vida singela de um clichê

Jan. 12th, 2009 | 12:18 am

Pessoas desse mundo, aprendam de uma vez por todas:

Novela não é cartilha. Aquilo tem um BOM motivo pra se chamar ficção e um motivo melhor ainda por não ser o gênero artístico mais apreciado entre o pessoal de QI alto.

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(no subject)

Jan. 7th, 2009 | 04:19 am

Yet he felt helpless before her. He Refused to accept the thought that a woman could remain indifferent to him. But he was not certain even of her indifference. He waited and tried to guess her moods, to respond as he supposed she wished him to respond. He recieved no answer.
[...]
He stopped, his arms around her and his face over hers, to catch some hint of response or resistance; he saw nothing. He jerked her violently against him and kissed her lips.
His arms fell open. He let her body fall back against the seat, and he stared at her, aghast. 
[..]
Her lips had not moved in answer against his; her arms had not moved to embrace him; it was not revulsion -- he could have understood revulsion.
 
Extraído do livro The Fountainhead de Ayn Rand, que não cansa de me surpreender a cada virada de página.
 
O "ele" dessa situação é o antagonista da história que após essa cena lidou tão bem com a situação quanto eu: olhou pra mulher e disse "Você não é humana!". Ela, uma niilista frígida que deixou ele beijá-la só por curiosidade, riu debochadamente da situação.
 
No meu caso foi ainda pior, e nãe vale a pena citar detalhes de algo que não terminou bem, mas a semelhança com a cena apresentada no livro foi assustadora. E como esse cara é o antagonista, provavelmente a coisa vai terminar bem feia pra ele. Espero que a minha vida não resolva acompanhar isso também.

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Living/Loving for fun and profit

Dec. 24th, 2008 | 05:08 am

Ontem descobri que uma vida surgiu, e isso me tirou um fardo das costas
Esse ciclo fechou, quase dois anos atrasado, mas fechou.
Isso significa que o próximo está começando? Tomara! Se a minha afobação parar de me atrapalhar é possível que eu alcance algum sucesso.

A dúvida agora é quando as mensagens vão parar.





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A maldição da expectativa

Nov. 17th, 2008 | 03:10 pm

Você já teve um daqueles momentos em que você olha surpreso pra alguém cuja confiança nunca falhou e pensou/falou: "eu esperava mais de você".
Eu já queimei a língua feio por isso uma vez, ninguém mandou eu sair assumindo coisas, então eu tomo muito cuidado com esse tipo de conclusão. De qualquer forma esses dias têm sido pratos cheios dessa frase.

Quando você passa bastante tempo perto de uma pessoa, começa a conhecer o conjuntinho de atitudes que fazem dela o que ela é. E eu não canso de me impressionar como esse conjuntinho de uma hora pra outra pode mudar completamente por conta de um parâmetro a mais ou a menos.
Eu espero muito das pessoas ao meu redor, muito mesmo. E me fere enormemente saber que por motivos sem qualquer peso real alguém possa mudar de atitude e não atender ao que eu esperava. Eu costumo selecionar agressivamente quem entra na minha vida e o fato de esperar MUITO MESMO das pessoas ao meu redor se justifica no meu conhecimento  daquele "conjuntinho" delas e de saber que ele não muda com facilidade.

Pelo menos eu achava que sabia disso...

Tomara que o tempo me prove errado mais uma vez. Eu prefiro uma cicatriz na língua que mais ódio no coração.

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I'll tell you who to blame

Oct. 1st, 2008 | 10:42 am

Ainda me surpreendo como as pessoas são pouco responsabilizadas pelos seus atos.
A culpa é da sociedade, dos pais, da namorada nova, religião, moda, música, amigos e a lista continua. Todo tipo de influência é tida como culpada por determinar o caráter de alguém e o resto da sociedade aceita isso muito bem.  No meu livrinho a culpa por um desvio de caráter é do cidadão, que por uma fraqueza de espírito tremenda não consegue se libertar de uma dominação tão sutil quanto o choro de uma mulher bonita ou o medo de ir pro inferno.

Essa dança do não-envolvimento é patética, mas eu não consigo achar graça em algo que me afeta tanto. Já se foram amigos, já se foram mulheres. O grupo julga (o grupo sempre julga) pelos vícios, pelas influências, por um novo ambiente, por um novo companheiro, NUNCA pelo indivíduo. No fim perdoa, dá outra chance, tenta AJUDAR. Essa pena toda gera cada vez mais irresponsabilidade.

Sinto falta das pessoas que abraçam suas escolhas, não titubeiam ao serem questionadas a respeito delas. Sinto falta de pessoas que sabem aceitar as consequênciasdos seus atos, por piores que elas sejam. O que vejo hoje são pessoas que não escolhem o preto por medo do branco e aceitam (por pura mediocridade) um cinza que as coloca eternamente numa corrida de ratos. Ganhando ou perdendo continuarão sendo ratos, mas enquanto todos ao seu redor forem ratos também, que diferença faz né?

Portanto façam merda à vontade humanos, enquanto vocês vestirem a pele de cordeiro e parecerem bonzinhos aos olhos do mundo vocês serão perdoados. O mundo perdoa demais. O mundo. Eu não!

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Frases soltas.

Jul. 14th, 2008 | 04:51 am

A doce madrugada a me lamber o rosto novamente.
Enquanto a noite entra pela janela, o sono sai pela porta do quarto e as letras aparecem nesse blog mais uma vez.
Queria ter menos tempo pra gastar pensando merda.
Meu espólio foi a liberdade.
Meu fardo é a liberdade.

Confissão: As vezes sinto falta do "Que cê tá pensando agora?"

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There's nothing like a trail of blood...

Apr. 27th, 2008 | 06:15 am

THE BLIND MEN AND THE ELEPHANT

It was six men of Indostan
To learning much inclined,
Who went to see the Elephant
(Though all of them were blind),
That each by observation
Might satisfy his mind.

The First approach'd the Elephant,
And happening to fall
Against his broad and sturdy side,
At once began to bawl:
"God bless me! but the Elephant
Is very like a wall!"

The Second, feeling of the tusk,
Cried, -"Ho! what have we here
So very round and smooth and sharp?
To me 'tis mighty clear
This wonder of an Elephant
Is very like a spear!"

The Third approached the animal,
And happening to take
The squirming trunk within his hands,
Thus boldly up and spake:
"I see," quoth he, "the Elephant
Is very like a snake!"

The Fourth reached out his eager hand,
And felt about the knee.
"What most this wondrous beast is like
Is mighty plain," quoth he,
"'Tis clear enough the Elephant
Is very like a tree!"

The Fifth, who chanced to touch the ear,
Said: "E'en the blindest man
Can tell what this resembles most;
Deny the fact who can,
This marvel of an Elephant
Is very like a fan!"

The Sixth no sooner had begun
About the beast to grope,
Then, seizing on the swinging tail
That fell within his scope,
"I see," quoth he, "the Elephant
Is very like a rope!"

And so these men of Indostan
Disputed loud and long,
Each in his own opinion
Exceeding stiff and strong,
Though each was partly in the right,
And all were in the wrong!

MORAL.

So oft in theologic wars,
The disputants, I ween,
Rail on in utter ignorance
Of what each other mean,
And prate about an Elephant
Not one of them has seen!

John Godfrey Saxe's ( 1816-1887)
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Time to break your heart-shaped glasses...

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Early years

Apr. 22nd, 2008 | 10:40 am

Quando eu era criança, minha vontade era ser diferente dos outros, porque eu achava as crianças retardadas. Aí eu virei um adolescente rebelde que achava todo aluno do meu colégio retardado e não falava com ninguém. Hoje em dia eu me recupero a cada dia da porcaria do travamento social que isso me causou, e acho que toda humanidade é retardada.

Pode ser que todo mundo esteja certo e o retardado seja eu.

Ainda assim a culpa é das crianças.

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A lot of reasons

Apr. 15th, 2008 | 11:46 am

There's a reason for every word I say
and a reason for the ones I don't.
There's a reason behind every move I make
and a reason to chose the targets.
There's a reason I'm writing this now
and a reason that explains it all.

Since you care maybe you know
you should not ask me about it.
There's a reason why I frown
and close this reason inside it.

There's a reason why I admire the ground
to say the least I'm not ok
There's a reason I'm writing this now
a reason part freedom, part dismay

And as far as you can tell
from reading through these verses well.
Can you ask yourself and truly state
that you don't why I hesitate?

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Tiresome nonsense

Apr. 14th, 2008 | 04:55 am
mood: irritated irritated

Bom, cheguei ao limite da minha paciência, a razão pra um início agora é a razão pro fim, e toda lição que eu aprendi parece não prestar pra merda nenhuma. Chega! Eu não sei jogar sem regras, é como tentar pintar um quadro em uma tela correndo de você e com pincéis de borracha!

São 4:30 da manhã e eu deveria estar dormindo a horas, mas não estou. Quando chega a isso é hora de olhar pra mim e questionar: "onde foi parar seu orgulho, cidadão?". Deve estar junto com a minha dignidade, se perdendo a cada final de semana. Eu acho que dessa vez o fundo do poço bateu na minha cara antes do que deveria, e eu estou desabafando por um problema que nem existe, mas que já me irrita o suficiente pra me tirar uma noite de sono.

Eu me sinto responsável por um calhamaço de coisas que não são responsabilidade minha, me sinto culpado por atitudes alheias e ainda faço questão de me comparar com outras pessoas que parecem estar mais pro lado símeo da nossa linha evolutiva. Burrice? Deve ser, porque o que eu mais tenho feito nesses últimos dias é me sentir burro, afinal, no momento que você faz uma soma fácil como 10+10 e o resultado tá na sua cabeça antes mesmo de começar e quando vem a hora de apertar o "=" você vê um belo 8 na sua frente é porque algo está podre dentro da geladeira, e sou eu que vou ter que comer esta merda.

PORRA!

Eu tô irritado. É segunda-feira, dia de começar as coisas e eu to querendo é terminar tudo. Fechar a maldita "porta da esperança do escobar" e dizer adeus a qualquer promessa ainda-não-cumprida. E obviamente continuo com o sonho do niilismo, pois no dia em que não existir mais espectativa na minha vida, também não existirá mais frustração.

Acho que tô passando tempo demais dentro da minha cabeça, alguém tem uma corda aí pra me salvar de mim?

E um lembrete: "You get what you paid for and I won't fucking try a cheaper alternative."

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You don't want the best of me

Apr. 1st, 2008 | 01:34 am

Quado você desiste de um coração vazio
Você ganha um coração quebrável.


Aparentemente eu só sei aprender as coisas da pior forma.
Como diria a retardada da mallu magalhães: "HEHE"

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Se é pra ser emo, que seja com algum objetivo

Mar. 26th, 2008 | 02:01 am
mood: touched touched



Porque eu sinto falta
Porque é foda
Porque não tem aqui
Porque mais?

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Tem o meu jeito, e tem o jeito errado.

Mar. 23rd, 2008 | 12:48 am

Será que seus padrões vão ganhar do teu coração de novo? Bom, eles são os favoritos e eu apostaria neles, mas confesso que tenho uma curiosidade, deveras temerosa, de ver o que aconteceria se teu músculo estriado de movimento involuntário ganhasse dessa vez.

É duro quando a página vira evocê ainda consegue ver as palavras através da folha.

Ver um smile triste ( :(  ) na lua é sinal que minha franja anda meio curta pros padrões de quem costuma ver esse tipo de coisa. Lá se vai minha sanidade.

Eu adoro como as pessoas tentam me persuadir a fazer coisas enquanto passam a mão na minha cabeça e dizem que a escolha é minha. "Olha eu sei que você não come peixe e eu realmente acho que tu não deve comer o que não gosta, mas tu sabia que o salmão é o filé mignon dos peixes?" 
Nessas horas eu olho pro chão e procuro a maturidade do mundo.

Não, não vou devolver seus 30 segundos. Você leu porque quis =)

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Opressão X Persuasão

Feb. 20th, 2008 | 03:12 pm

Entre devaneios e novas regras de conduta que me foram apresentadas eu tracei um paralelo interessante sobre duas formas de se conduzir um grupo de pessoas, que chamarei daqui em diante de "equipe". Seja sua equipe o que for: desde um exército até toda massa de trabalho de um país, você tem duas formas de fazer com que eles se movam a seu favor.

1 - Obrigá-los
2 - Convencê-los

 

Obrigar sua equipe a te obedecer, é a forma mais SINCERA de condução. Por algum motivo você manda, e por esse mesmo motivo eles têm que te obedecer. Não é justo, mas é sincero. É assim que a hierarquia militar funciona, você não tem que entender os porquês, você tem que aceitar e obedecer. Não obedecer é um erro, erros são punidos, e você não quer ser punido antes de ter a chance de mandar também.

Obrigar também é a forma mais simples de se conduzir, você não precisa de subterfúgios ou explicações, é do jeito que você quer e pronto.

 

Convencer sua equipe, por outro lado, é extremamente mais complexo do que obrigá-los a fazer determinada tarefa, além de ser uma atividade que envolve uma grande dose de manipulação, sendo assim menos honesta que a opressão.

Convencer não vai transformar sua equipe numa fábrica de trabalho, mas fazendo com que eles se sintam (mesmo não sendo), uma parte essencial do processo você vai torná-los mais animados e eles irão inclusive evitar que você, chefe, cometa alguns erros bobos. Você não precisa enganá-los, nem mentir pra eles, só tornar a verdade mais bonita usando palavras mais leves, elogiando vez ou outra.

Quando eles errarem eles mesmos vão se punir, e se esforçar pra não errar de novo.

 

Talvez exemplificar torne isso um pouco mais claro.

Digamos que você precisa que algum de seus funcionários vá ao banco depositar o dinheiro do salário de todos os seus funcionários, incluindo o dele.

 

Exemplo 1

Opressão:

Chefe: “Empregado, aqui está o dinheiro dos salários. Eu QUERO que você vá até o banco e deposite isso ATÉ as 14hrs e me traga todos os recibos.”.
Empregado: “Sim, senhor.”.

Persuasão:

Chefe: "Empregado, hoje é dia de pagamento. Eu PRECISO que você deposite os NOSSOS salários, e pra eles caírem na conta hoje tem que ser até as 14hrs. Tudo bem?"
Empregado: "Tudo bem, chefe!”

 

 
Notou a diferença? No primeiro caso você não tem escolha, no segundo sua escolha é virtual, mas faz com que você se sinta importante de certa forma.

 

Exemplo 2

Opressão:

Chefe: “Empregado, amanhã o documento x tem que estar pronto as 8hrs. EU terei uma reunião com os clientes as 11hrs, e eu QUERO revisar o que você fizer antes de entregar.”
Empregado: "Sim, senhor.”.

Persuasão:

Chefe: “Empregado, amanhã as 11hrs eu tenho uma reunião com os clientes onde eu terei que apresentar o documento X. Como você foi responsável pela maior parte da confecção dele GOSTARIA que você participasse também. Eu não vou poder te ajudar a terminar ele, mas, se possível, eu queria me reunir com você amanhã as 8hrs para revisar o trabalho junto contigo. Eles são investidores importantes e esse documento pode decidir todo o nosso futuro.”.
Empregado: “Claro chefe.”.

Esse talvez tenha ficado mais óbvio. Nota como mudando o discurso e apresentando opções virtuais você faz com que seu funcionário se torne parte do processo. E levar ele pra uma reunião importante vai fazer com que ele se sinta muito mais responsável pelos rumos da empresa.

Você que está lendo esse texto se pergunte, quando você gostou mais de trabalhar e produziu mais: quando seu salário era recompensa do seu sucesso ou quando seu salário era só o analgésico que fazia você agüentar mais a tortura de ser oprimido?

Pense nisso...

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