?

Log in

No account? Create an account

O poder (ou a falta de poder) da democracia

Aug. 25th, 2010 | 06:53 pm

Eu voto nulo! E você criatura ativista, altamente politizada, orgulhosa da diferença que (acha que) faz , que já me crucificou e vai parar de ler esse post por aqui, boa sorte. Hoje a noite tomarei um chope em homenagem aos seus cabelos brancos precoces. Agora se você ainda quiser continuar lendo, talvez exista algo aí dentro que te faça questionar toda essa "certeza" de que seu voto vale alguma coisa.

O seu voto é só um voto, o voto de 40 pessoas que foi até domicílio eleitoral num pau de arara fretado por algum candidato super bem intencionado tem 40x o poder do primeiro. Quem vai ganhar essa eleição? Que candidato minimamente honesto e que presa por algum valor tem chance? O seu voto bem pensado não vale nada. O meu voto não vale nada.

A democracia imbui toda força decisória na maioria, mas essa maioria não sabe votar, a maioria não sabe o que quer. E quando sabe geralmente a motivação moral/religiosa é muito superior a motivação prática. Religião não pode ganhar eleição, diferença social não pode ganhar eleição, nem diferença cultural, nem curral eleitoral, nada disso. E isso que invalida o processo democrático como um todo!

Isso sem contar o fato de que pra presidente da república NÃO EXISTEM CANDIDATOS CAPAZES. Seja qual for o resultado a classe média se fudeu, a fábrica de dinheiro religiosa vai ganhar força, a linha de montagem de miseráveis que é o assistencialismo vai continuar e você vai continuar importando suas coisas da china e tentando driblar a receita federal pois a carga tributária não vai diminuir.

Não se faz a diferença ficando revoltadinho e chorando no twitter dizendo que quem vota nulo não sabe votar. Votar no menos pior ou votar em X pra Y não ganhar é como comprar um tigre. No início ele pode até ser fofo e te respeitar, mas assim que bater a fome ele vai morder a sua bunda.

Eu só voto em quem eu acredito, e no momento até papai noel tá melhor que essa galera de nariz vermelho, que canta musiquinha com legenda e fica tentando tatuar um número escroto no seu cérebro. Voto nulo sim! E vou sofrer nos próximos 4 anos o mesmo que você!

Link | Leave a comment {1} | Share

If you ask me

Jun. 18th, 2010 | 02:06 am

Top this if you can
Another thousand misplaced events
And all the alcohol I could drink in a lifetime

Try and and blame it on me
This streak of sympathy begging
Raising my arm when the world asks "Who needs a hug?"

Can you bring the bar down?
So I don't need to crawl in my self loathing
So I don't need to sync with this charade I hate

If you ask me you should be able
To shake the hourglass sand
However you want to enact the fable
Not having to live a life that's so bland

If you ask me you should try and see
In how many ways you can change your design
How many shapes you can put your life in
And next to how many can you draw a plus sign

If you ask me you shouldn't care
How many times I give in to write shit
You should stop reading, this is just my despair
Spread around words that help me to sleep

Link | Leave a comment | Share

Inércia de vida? Tô fora.

May. 4th, 2010 | 06:24 pm

Quanto vale seu emprego? Seu casamento? Seu tempo? Seus filhos? Suas conquistas?

Já parou pra se perguntar quanto vale cada coisinha que passou pela sua vida? Onde isso te torna melhor ou pior do que você era antes? 

Pensar nisso pode levar a uma sessão de remorso sem fim, especialmente se você é um pessimista nato como eu, mas é importante passar por isso. Por mais que todos os autores de auto-ajuda discordem disso, é válido se sentir mal por não ter orgulho de alguma conquista! Na realidade esse é o primeiro passo pra mudar isso. A insatisfação e o medo movem o homem. Um homem completamente feliz é tão bom quanto um homem morto!  

Use o desconforto a seu favor, sua vida não acabou ainda! O que nos mata é sentar num sofá  fedorento e ver a vida passar enquanto envelhecemos. Você lembra dos sonhos que você tinha quando criança/adolescente? Algum deles se realizou? Aposto que não era mofar atrás de uma mesa de repartição pública pra poder pagar a escola dos seus filhos. Seu tempo vale tão pouco assim? Você está mesmo satisfeito em vender sua paixão pra quem der o maior lance? 

Eu não sou assim, eu preciso do risco, da adrenalina de levantar todos os dias de manhã sabendo que eu não sou especial e que se eu não tentar ser sempre o melhor no que eu fizer não vou me sentir bem no fim do dia. Assim mesmo, Wolverine-style. 

Meu tempo vale mais que o governo pode pagar. Não, nem tabelião é suficiente pra mim. 300 mil por mês é ótimo, mas e no fim o que eu realizo? Sem construir algo você é inútil. Não importa quanto você ganha, quem você seja ou porque você seja isso. O concurso que você passou não foi uma realização, não foi uma conquista, foi uma derrota! A derrota do seu orgulho próprio, que, graças a sua incapacidade de se virar e se tornar o melhor naquilo que te dá prazer, simplesmente desistiu de te impulsionar pra frente e te fez aceitar ficar parado e correr com os outros ratos.

Realização profissional é ganhar quanto você acha certo fazendo o que você ama fazer. E eu me nego a suportar as lamúrias de quem quer menos que isso.

Link | Leave a comment | Share

Me dá seu dedo que eu aponto o culpado

Aug. 28th, 2009 | 01:10 am

É muito fácil culpar de olhos fechados. Eu vivo fazendo isso, talvez seja meu vício mais feio. É tão difícil abrir os olhos ANTES de distribuir marteladas de racionalidade pra todos os lados. Eu preciso melhorar um bocado nesse ponto e aprender que sinceridade cega e politicagem são igualmente mentirosas.

Link | Leave a comment | Share

E agora, todo mundo é jornalista?

Jun. 18th, 2009 | 12:58 am

Acho engraçado esse lance de diploma. É um mercado tão fértil que se eu quiser me formar em qualquer coisa tudo que eu preciso é tempo e dinheiro. E isso vale pra qualquer pessoa que tenho concluído o ensino médio em qualquer lugar. Nossa sociedade é tão bizarra que ao passo que briga por uma educação fundamental de qualidade pra todo mundo aceita uma educação superior porca de todo mundo.

Um dia educação acadêmica formal foi levada a sério, você só era alguém MESMO se tivesse um diploma de peso, de uma faculdade reconhecida. Aí essas faculdades começaram a aumentar, em número e em tamanho. E a cada semestre mais e mais profissionais diplomados eram soltos no mercado. Já que existiam profissionais formados em abundância o mercado poderia tornar o diploma um pré-requisito e não mais um diferencial. A partir daí, como o mercado se propunha a absorver cada vez mais profissionais formados e a pagar cada vez menos para quem não fosse, a demanda por uma formação aumentou e esse ciclo é provado por frases como "me formei na UniCaralhoA4 no curso de Técnologo de Operação de Teclado de 104 Teclas".

É engraçado como as faculdades temem a "mão invisível" do mec. Temem que seus cursos mudem de nome, que não consigam deixar de ser "garagem do seu ernesto" e virem "faculdade" e depois "centro universitário". Não sei pra que tanto medo, se a fiscalização fosse efetiva não sobrariam nem algumas federais!

Quando eu me inscrevi pro vestibular, meu curso chamava "ciência da computação". Ou seja, o curso deveria ter me formado em um cientista, alguém pronto pra desenvolver uma pesquisa de campo. Alguém com toda o conhecimento instrumental necessário pra trilhar um caminho de inovações. No entanto com o passar dos semestres as disciplinas foram sendo facilitadas, as mais "casca grossa", eram removidas do currículo. Tudo pra que o caminho entre o portão de entrada e o diploma fosse o mais reto e mais fácil possível, uma forma de aumentar a demanda da nossa sociedade preguiçosa. Quando eu saí o curso já podia se chamar "Passei pela computação" e hoje provavelmente "Diversão com computadores". E sabe o que é pior? A tendência disso, principalmente para os cursos de cunho mais técnico é piorar.

Hoje você tem os tecnólogos! Grandes acadêmicos! Pagaram, sofreram 2 anos, saíram com um diploma que vale meio bacharelado, meia licenciatura e uma ignorância completa sobre qualquer um dos assuntos abordados no "crash course" que fizeram. Temos também as pós-graduações para concurso! Isso é maravilhoso! Você faz um cursinho preparatório pra uma prova e ganha um certificado de especialista de BRINDE! Quem autorizou a criação disso devia ser morto! E ter que pagar a bala!

Tem gente que é contra esse lance dos jornalistas não precisarem mais de diploma, mas quanto vale um diploma de jornalismo que foi assinado pelo "reitor" de uma "faculdade" tal qual uma folha de cheque? Quando vale um diploma de ciência da computação de um aluno que sai da faculdade sabendo desenhar bonequinhos (no papel mesmo, nem na tela o infeliz aprende mais), mas não sabe ao menos o porque de estar fazendo aquilo? Quanto vale um diploma de um advogado que sai da faculdade pro serviço público sem escala?

Quanto vale o SEU diploma, seja lá do que for?  Você se tornou um bom profissional no processo de adquirir ele ou teve que fazer isso sozinho e hoje ele só presta pra você se vender mais caro? Lembrando que um diploma não define a qualidade de um profissional. Jamais! No máximo defineque tipo de idiotas nós somos. Aceitamos pacientemente enquanto cedemos divisas a instituições de ensino, que apesar de estarem registradas como entidades sem fins lucrativos visam única e exclusivamente o LUCRO, fazem magia contábil pra esconder o enriquecimento dos donos e que em toda cerimônia de colação de grau enxem o peito pra dizer que de lá saíram pessoas "prontas para o mercado de trabalho".

Eu não sou jornalista, mas também não sou idiota. Vamos reclamar do problema certo! Passar bem!


Link | Leave a comment {1} | Share

Você já quis estar errado?

Jun. 15th, 2009 | 03:11 am
mood: worriedworried

Mais de uma vez nessa vida me vi torcendo para estar errado, para que a soma das variáveis que se apresentava a minha frente não fosse aquela, para que o resultado final pudesse ser diferente do que a humanidade criou como padrão para si mesma. Em quase todas elas eu me vi certo de uma forma ou de outra, e mais uma vez tomado por uma ressaca moral absurda.

É chato chegar a uma conclusão precipitada e estar certo, afinal, temos que toda conclusão precipitada é errada por definição. Devia ser aquele processo lindo de se surpreender com as nuances da vida o tempo todo. Isso é tão raro pra mim que a última vez que a vida me surpreendeu eu me vi em um show do cover do Jessé. Quem esteve lá viu o quanto eu me animei com a situação, o motivo é bem óbvio, eu não esperava aquilo e foi divertido.

Eu já espero não ser o epicentro sexual de uma mesa de bar. Ser gordo tem dessas. Você aprende a não se importar, mas não aprende a aceitar nunca. É foda aceitar uma limitação, principalmente quando ela leva a conseqüências desagradáveis. É como olhar ao seu redor e descobrir que o alcance dos seus braços não é tão longo quanto as propagandas da nike dizem.

É previsível, você entende, mas é foda aceitar que talvez uma atitude ou outra que você torcia pra que fosse diferente seja igual ao padrão justamente porque o seu cérebro não leva o tamanho da sua circunferência abdominal em consideração.

Anyway, é a pala da semana. Na próxima quem sabe eu não fico encucado de calçar 44 ou de gostar de ruivas. Vai saber... 

Link | Leave a comment | Share

To eat or not to eat - and the side-effects

May. 18th, 2009 | 05:59 am

Eu não como mato, isso é notório. É uma opção burra, talvez uma limitação e com certeza um defeito que eu mudaria se pudesse. Isso no entanto não me dá o direito de criticar quem o faz (tá, eu sei, eu brinco dizendo que capim é pra cavalo, mas é apenas isso: UMA BRINCADEIRA). Eu não criei a religião dos não-comedores-de-alface. Muito menos boto fogo em repolhos no supermercado. Afinal de contas eu sei que não me alimentar daquilo, apesar de nutricionalmente equivocado, é uma escolha. Assim como a escolha dos vegetarianos, que apesar de terem os mesmos problemas que eu criam todo um sentimento religioso em torno disso. Toda uma fúria anti-isso e anti-aquilo. Criam comunidades, sites, se reúnem, excluem todo humano onívoro normal que bota um bife na boca sem se preocupar com a coitada da vaquinha.

Vivemos numa sociedade em que ser escroto é bonito. Então faria até sentido se eu criasse toda uma sociedade de apoio à matança. Tatuar uma picanha no peito e sair por aí com um pedaço de carne cru na boca. Bom, é isso que nossos amiguinhos com pouca proteína no cérebro fazem. Uma busca simples no orkut vai mostrar dezenas de comunidades de apoio, uma pesquisa no google mostra centenas de blogs e foruns sobre o assunto. E pra que tanta propaganda disso?

Na minha singela opinião é basicamente o sentimento da segurança do grupinho subversivo que essa galera procura. Uma segurança que tem uma base tão sólida quanto uma folha de papel higiênico.

Um movimento que tem uma base rebelde fez girar toda uma indústria de produtos sem nada de origem animal dentro. Indústria cujos donos sem nenhuma vergonha comem seu peso em carne todo mês. Eu me pego pensando, não é meio hipócrita facilitar que outras pessoas se alimentem de carne em cima do seu protesto CONTRA a produção da mesma?

Eu tenho uma teoria interessante, entre num restaurante natureba desses, onde não servem carne. Procure alguém sorrindo lá dentro. Achou? Talvez o dono. Agora entre numa churrascaria, e procure alguém triste!

Se você achar pode tirar uma foto e me mandar que eu como um chocolate de soja em sua homenagem, come-folha.

Link | Leave a comment | Share

O grande vírus

Mar. 9th, 2009 | 04:20 am

Somos apenas o reflexo do que gostamos. Olhe ao seu redor, veja o que você criou pra você. Isso te satifaz? Você luta contra isso? Você enxe a boca pra dizer que tem orgulho da sua vida? 

Transbordam razões pra dizer que esse mundo é uma merda. Muito pouco sobra pra defender. E você defensor, o hipócrita armado de frases feitas, adora se abraçar nisso não é? Você ama o que você tem ou a fé em que tudo vai melhorar (mesmo depois de morto)?

O que fazer quando te questionarem? Levantar uma bandeira ou negar tudo? Humano imbecil, sempre pelo caminho mais fácil. Junte-se as massas ou viva à margem delas. Tente fazer os dois e sinta um pouco do que é viver! A razão do seu lado não é mais suficiente né? Você precisa de um número pra ter certeza da sua moral! Fraco, fraco, fraco! Qual foi a última vez que depois de 30 minutos argumentando você apertou a mão do oponente e disse: "você está certo" e aprendeu alguma coisa nessa vida? Qual foi seu último sucesso comemorado. Qual foi seu último orgulho? Seu último fracasso? Qual diabos é seu objetivo no fim? Qual foi a última vez que você se enxeu de certeza e queimou a própria língua? Qual foi a última vez que você se sentiu vivo?

Ar nos seus pulmões só quer dizer que seus órgãos ainda podem ser doados. E se você só serve pra isso. É melhor colocar seus pedacinhos na fila de doação e dar um tiro na cabeça. Viver é muito mais do que caminhar entre os vivos. É ter a certeza que a felicidade é feita dos prazeres que se vive antes de beijar a lona.




Link | Leave a comment | Share

Eu dançava com a vida, e era bom nisso!

Jan. 15th, 2009 | 12:02 am

 Já foi o tempo em que este pé-de-valsa deslizava suavemente por entre os olhares mais questionadores do salão. Com ela nas mãos, gloriosa, nunca viu tanta energia. Era uma época incrível! Ela dançava muito melhor naquele tempo. A batida quebrada que eu gostava e o ritmo inconstante digno de um épico de rock progressivo.  Sempre descompassando na hora certa, me deixando sem fôlego no processo. Tropeçávamos juntos, geralmente em gente que teimava em dançar tango ao som do rock.

Eu não gosto desse sentimento de eterna nostalgia que nos condenamos diariamente. “os tempos bons se foram” definitivamente não é minha frase predileta, mas eu tenho que admitir, naquela época eu não enxergava tanto medo nela. Mesmo nas manobras mais esdrúxulas nós nos entregávamos completamente. A adrenalina de atirá-la pra cima compensava as vezes que não consegui segurá-la na volta.

Não sei dizer se por culpa de nossas extravagâncias ou pelo avanço dos verões as pessoas no salão começaram a se afastar. A se juntar de costas viradas para nós, cada vez menos receptivas ao casal que dançava diferente. Pouco a pouco o ritmo foi ficando mais lento, cadenciado, repetitivo e chato. Até que parou! Um salão antes cheio de vida e sem medo, se via infestado de zumbis se arrastando em círculos com medo de se encostar.

Ela não conseguia acreditar nisso e me indagava constantemente “por que dançam com medo?” sem que eu conseguisse responder satisfatoriamente. Passou um tempo e ela desistiu de dançar.

Todas as noites desde então eu apareço com uma rosa nos lábios tentando convencê-la a voltar a dançar. Ela chora comovida e me diz que quando eu quiser basta uma garrafa de alegria em uma mão e um punhado de inconseqüência na outra que ela dançará comigo até o sol raiar e a ressaca chegar.

Link | Leave a comment {1} | Share

A vida singela de um clichê

Jan. 12th, 2009 | 12:18 am

Pessoas desse mundo, aprendam de uma vez por todas:

Novela não é cartilha. Aquilo tem um BOM motivo pra se chamar ficção e um motivo melhor ainda por não ser o gênero artístico mais apreciado entre o pessoal de QI alto.

Link | Leave a comment | Share