rafaelescobar ([info]rafaelescobar) wrote,
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Any old irony?

E quem poderia adivinhar que me daria uma vontade louca de fazer algo que eu sempre achei não levar o menor jeito? Escrever... talvez seja dessa terapia que eu esteja precisando, um pouco de diversão "solitária" e itinerante nessa vida ingrata e injusta que todos nós (ou pelo menos a maioria de nós) vivemos. E a ironia maior é lembrar quantas vezes eu chamei os donos de blogs e derivados de "inclusos digitais" ou "narcisistas que aprenderam a usar um pc ontem" e coisas do tipo, cá estou eu começando um que deve durar pelo menos até passar essa fase macabra da minha vida, ou até acabar a minha vida, o que vier primeiro.
Anyway, eu vou usar isso aqui pra escrever sobre o que acontecer na minha vida, e em dias que eu tiver tempo de jogar conversa fora (comigo mesmo) e como hoje é um desses dias aí vai:

Começarei pelo último fim de semana antes da criação deste LJ, uma pacata sexta feira de extremo calor e uma vontade quase louca de tomar cerveja (assim como toda outra sexta feira). Noite perfeita, começou com uma aula desagradável mas culminou em uma bela noite de macarrão + poker, macarrão esse feito pela irmã do Hugo! Dona Éria, ma che bella pasta! Tem algum segredo naquilo, não pode ter sido só alho e amor não! Terminou comigo e Hugo deixando um amigo nosso, levemente alcoolizado, em casa e desconfiando de um certo surto de cleptomania do mesmo.

Já o sábado, foi o pior de todos dos ultimos 20 anos, não vou entrar em muitos detalhes aqui, mas aconteceu tudo de ruim possível pra uma noite, e a parte boa (o fim da noite, maravilhoso por sinal ;*) não impediu um ataque de insanidade auto-destrutiva no momento que eu cheguei em casa. Em suma: meus dedos, minha cabeça, meu coração e meus olhos doem muito. E o motivo? O mesmo de sempre, uma pessoa que entra na minha vida, me faz ficar levemente confuso por alguns meses sem saber o que eu sentia, e quando algo no meu subconsciente fala "é ela", acontecem desastres de grande magnitude. Essa não vai ser a primeira vez, nem a última que isso acontece, e eu já to me acostumando com esse vácuo aqui dentro, não vou parar minha vida, não de novo, por causa disso.

O domingo.. bom o domingo foi estranho do início ao fim, acordei mal pra cacete, com o que a Flávia chama de "ressaca moral", pouco importa o nome disso agora, daí foi ficando pior o dia, descobri que as pessoas que eu queria perto de mim naquele momento estavam 'inalcançáveis' do outro lado da cidade, fato esse que me fez tão bem que soquei a cara no travesseiro e passei o resto da tarde chorando e pedindo por uma morte rápida e indolor naquele momento. Eis que a salvação surge em forma de malandro! Dr. Antônio "Delúbio" Eury me liga, me chamando pra que? O de sempre! Fazer qualquer coisa com cerveja e uma boa conversa envolvida. No caminho o Flávio se junta à caravana da coragem. Bem, pulando as partes sem graça: assistimos a um belo show da promissora "Móveis Coloniais de Acajú", descobri que rola rodinha em show de ska (é eu realmente preciso sair mais de casa), e terminamos a noite na choperia tomando uma bela cerva e batendo papo com a amiga maluca do Antônio que tem um gosto peculiarmente parecido com o meu (não, ela não vai ser o motivo da próxima depressão, ela tem namorado). Enfim, um ótimo fim-de-domingo, pra finalizar o pior fim-de-semana da minha vida.

Bom, como já dizia o GRANDE MESTRE Bezerra da Silva: "Tudo acaba bem. Se não está bem é porque ainda não acabou!"

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